A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais,
certos ou prováveis,
obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza."
Conhecimento racional, isto é, que tem exigências de método e está constituído por uma série de elementos básicos, tais como sistema conceitual, hipóteses, definições; diferencia-se das sensações ou imagens que se refletem em um estado de ânimo, como o conhecimento poético, e da compreensão imediata, sem que se busquem os fundamentos, como é o caso do conhecimento intuitivo
Certo ou provável, já que não se pode atribuir à ciência a certeza indiscutível de todo saber que a compõe. Ao lado dos conhecimentos certos, é grande a quantidade de prováveis. Antes de tudo, toda lei indutiva é meramente provável, por mais elevada que seja sua probabilidade
Obtidos metodicamente, pois não se os adquire ao acaso ou na vida cotidiana, mas mediante regras lógicas e procedimentos técnicos
Sistematizados, isto é, não se trata de conhecimentos dispersos e desconexos, mas de um saber ordenado logicamente, constituindo um sistema de idéias (teoria).
Verificáveis, pelo fato de que as afirmações, que não podem ser comprovadas ou que não passam pelo exame da experiência, não fazem parte do âmbito da ciência, que necessita, para incorporá-las, de afirmações comprovadas pela observação.
Relativos a objetos de uma mesma natureza, ou seja, objetos pertencentes a determinada realidade, que guardam entre si certos caracteres de homogeneidade.
A Ciência do Antigo Egito
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A ciência do antigo Egipto goza de grande prestígio desde tempos remotos. É enormemente significativo o alto nível que esta civilização desenvolveu, bem como a amplitude de conhecimentos que chegaram a dominar.
A tradição, diz que os homens sábios da Grécia antiga iam até ao Egipto para aprender, onde existia uma ciência venerável e um elevado nível de conhecimento cientifico, ainda que, algumas vezes, misturada com praticas mágicas.
Obelisco de Tutmósis III, em Karnak
Índice [esconder]
1 Matemática [1]
2 Geometria
2.1 Unidades de comprimento
2.2 Os escribas
3 Arquitectura
4 Medicina [3]
5 Química
6 Referências
7 Ligações externas
[editar]Matemática [1]
(O olho de Horus) Udyat: hieróglifos dos primeiros números racionais
Entre todos os ramos da ciência que desenvolveram, o mais avançado foi a matemática. No papiro Rhind vemos como chegaram a dominar a soma, a subtracção, a multiplicação e a divisão, sem necessidade de memorizar tabelas de multiplicação, resolver equações com uma incógnita e solucionar problemas práticos bastante complexos. O chamado Teorema de Pitágoras tem o seu precedente no Egipto[2].
[editar]Geometria
A necessidade de voltar a marcar os limites dos terrenos ao baixar o nível das águas do Nilo, depois das inundações anuais, impulsionou o desenvolvimento da geometria e dos instrumentos de medição para o cálculo de áreas, volumes e até mesmo do tempo.
Codo e peças egípcias. (Museu do Louvre, Paris)
[editar]Unidades de comprimento
A unidade de comprimento mais usada foi o côvado, que é a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio de uma pessoa. Durante a terceira dinastia esta medida, de 52,3 cm, recebeu o nome de côvado real. Dividia-se em medidas inferiores, como o palmo e o dedo.
[editar]Os escribas
Ver artigo principal: Os escribas do Antigo Egito
Os escribas, funcionários do antigo Egipto, recebiam aulas de cálculo e escrita, eram pessoas instruídas e cultas. Registavam o nível do rio Nilo (nilometros), a produção das colheitas e o seu armazenamento, realizavam censos de população e gado, registos de importação e exportação, etc.
[editar]Arquitectura
Os arquitectos reais, com seus conhecimentos de física e geometria, erigiram edificações monumentais e organizaram o trabalho de grandes grupos de artistas, artesãos e trabalhadores. A escultura, o transporte desde os canteiros do Assuão e a colocação de pesados obeliscos monolíticos de granito ou colossais estátuas implicava um alto nível de conhecimentos. A única das sete maravilhas do mundo que ainda perdura, a pirâmide de Quéops, é um bom exemplo do grau de aperfeiçoamento alcançado nas ciências aplicadas.
[editar]Medicina [3]
Ver artigo principal: Medicina do Antigo Egito
Os médicos, sunu "os homens dos que sofrem ou estão enfermos", eram educados em escolas especiais, as casas da vida, como as de Sais e Heliópolis. A medicina era gratuita e estava vinculada aos templos.
Os médicos egípcios classificaram as enfermidades em: as de causas manifestas, como os traumatismos, e as de causas desconhecidas, atribuídas aos deuses ou a espíritos malignos.
A higiene dos médicos e da medicina egípcia, o banho, o asseio e a boa apresentação do médico, era levada muito em conta pelos pacientes e pelo governo.
O deus da medicina egípcia, Imhotep, foi um personagem real divinizado da terceira dinastia. Crê-se que Hesyra, que viveu em cerca de 3000 a. C., era o médico mais antigo conhecido.
No templo ptolemaico de Kom Ombo está gravado um instrumental médico da época.
[editar]Química
Ver artigo principal: A alquimia no Antigo Egito
A alquimia egípcia é conhecida principalmente através dos escritos de antigos filósofos gregos, que por sua vez sobreviveram, frequentemente, apenas em traduções islâmicas. Praticamente não existe nenhum documento egípcio original sobre alquimia. Estes escritos, se existiram, provavelmente perderam-se quando o imperador Diocleciano ordenou a queima de livros de alquimia [4] após eliminar uma revolta em Alexandria (292), que havia sido um centro de alquimia e ciência.
Não obstante, recentes expedições arqueológicas terem desenterrado evidencias de análises químicas durante os períodos Naqada. Por exemplo, o processo de curtir peles animais já era conhecido no VI milênio a. C., possivelmente descoberto por acidente.
Outras evidências indicam claramente que os primitivos alquimistas do antigo Egipto haviam inventado a argamassa de cal já em 4000 a. C. e o vidro em 1500 a. C., e fabricavam-se cosméticos, faiança e também pez para a construção naval. O papiro também tinha sido inventado em 3000 a. C.
Um dos alquimistas egípcios mais famosos era Marik Alu-Kurard. Chamavam-no sobretudo para fabricar pedras e foi o primeiro a propor a ideia da pedra filosofal, o que se relata em fragmentos de escritos encontrados na tumba do rei Tutankamon. ciencia no egito
"Guerra fia e as tecnologia"
A corrida tecnológica - como a Guerra Fria impulsionou a ciência
Era março de 1946. O mundo ainda se recuperava da Segunda Guerra Mundial. Winston Churchill, recém-saído do cargo de primeiro ministro britânico, discursava em Fulton, Estados Unidos: "Desceu uma cortina de ferro que corta o nosso continente". Com virulência, Churchill atacava o comunismo em resposta a outro discurso, o de Stalin, que por sua vez considerava o capitalismo uma ameaça à paz mundial. Estava deflagrada uma guerra jamais declarada oficialmente mas que, durante quase cinqüenta anos, dividiria o mundo em dois blocos e que em vários momentos ameaçou exterminar a humanidade: a Guerra Fria.
Mas essa mesma tensão gerada pela queda de braço entre capitalistas e comunistas também impulsionaria a ciência e a tecnologia de um modo jamais visto durante toda a história humana. Testemunhas da importância do conhecimento científico na Segunda Guerra, Estados Unidos e União Soviética sabiam que não poderiam prescindir desse poder que auxiliou a máquina de guerra nazista e que foi fundamental na criação da bomba atômica. Entretanto, não só a indústria bélica foi beneficiada. O computador que você tem agora à sua frente; a Internet, rede em que esta reportagem foi publicada; o seu relógio digital e até a viagem do homem à Lua são, de certa forma, frutos dessa Guerra. Tecnologias das mais variadas áreas foram influenciadas por ela.
Sem a ameaça do bloco adversário, o desenvolvimento de satélites e foguetes se daria em outro ritmo. Há quem acredite que sem a constante sombra do Kremlin, os Estados Unidos sequer se interessariam pelo desenvolvimento de foguetes. Isso porque muitos militares do alto escalão americano acreditavam que os aviões bombardeiros eram o transporte ideal da grande vedete do setor bélico: a bomba atômica (veja documento em site da CNN ). Deslumbrados pelo grande poder destrutivo da bomba, demonstrado em Hiroshima e Nagasaki, os militares concentrariam esforços, e dinheiro, no desenvolvimento de artefatos nucleares, deixando descobertos outros setores de pesquisa. Mas os avanços dos foguetes soviéticos não deixaram os EUA dormirem no ponto.
Os embates deram-se como numa partida de xadrez, em que cada movimento de um dos lados era seguido de uma resposta, quase que imediata, do oponente. O primeiro lance foi dos Estados Unidos, que já em 1946 fez um teste nuclear no Atol de Bikini, no Pacífico. A repercussão mundial levou o estilista francês Jaques Heim a batizar seu maiô de duas peças com o nome do atol. A URSS recebeu o recado e, em 1949, já testava o seu primeiro artefato nuclear.
O Minuteman foi o primeiro míssel balístico desenvolvido pelos EUA
Fonte:United States Strategic Forces
Na década de 50, a disputa ganha o espaço sideral com os soviéticos saindo na frente. Em agosto de 1957, eles lançam seu primeiro míssil balístico intercontinental, o R7. Provavam assim que poderiam atingir os Estados Unidos sem decolar um único avião nem deslocar tropas de seu país. Com a mesma tecnologia já eram capazes de colocar um objeto em órbita e foi o que fizeram dois meses depois. Em outubro daquele ano, o mesmo foguete levou o Sputnik, uma esfera pouco maior que uma bola de basquete que entrou em órbita espalhando um sinal intermitente pelo espaço, tornando-se o primeiro satélite artificial do mundo. Em dezembro de 1957, os EUA responderiam com o Minuteman, carro chefe de uma safra de mísseis intercontinentais desenvolvidos na América (Atlas, Titan e MX, este apelidado ironicamente de Peacekeeper, "o mantenedor da paz"). Mais irônico ainda é que o desenvolvimetno de mísseis balísticos dos dois blocos foi herança de um ex-inimigo comum: a Alemanha Nazista. Logo após o fim da Segunda Guerra, soviéticos e americanos cooptaram o que puderam dos espólios científicos da Alemanha Nazista. Entre cientistas, projetos e relatórios de pesquisa, aproveitou-se muita coisa do V2, o potente foguete com o qual Hitler atormentou os britânicos, lançando mais de 3 mil unidades em direção à Inglaterra durante a Guerra.
O foguete Apollo, desenvolvido pela Nasa, levou, pela primeira vez na história, o homem à Lua. Fonte: Nasa
Completando a primeira década da era espacial, uma das principais contribuições científicas da Guerra Fria viria em outubro de 1958 com a criação de uma das mais ilustres filhas do conflito: a NASA, a agência espacial norte-americana. Beneficiária do investimento americano na corrida espacial, a agência encabeçou os principais feitos espaciais do ocidente. Foi ela a responsável pelo projeto Apolo que levou o homem à Lua, em 1969; a resposta americana ao passeio, em 1961, de Yuri Gagarin, o primeiro homem a orbitar a Terra.
É também da NASA o primeiro satélite de comunicações do mundo, o Echo 1, que girou em volta de nosso planeta em 1960 repassando sinais entre duas estações de rádio no solo. Lançado em 16 de agosto, ele tinha capacidade para transmitir 12 ligações telefônicas simultâneas ou um canal de TV. Dois anos depois, a empresa AT&T lançava o Telstar, um satélite de comunicações que podia ampliar o sinal que recebia. E em 1964, os Jogos Olímpicos de Tóquio entraram para a história como os primeiros a serem transmitidos para o mundo via-satélite.
Os dois primeiros satélites de comunicações. À esq. o Echo 1, com capacidade para transmitir 12 ligações telefônicas simultâneas ou um canal de TV e á dir., o Telstar, que podia ampliar o sinal que recebia.
Fonte: Echo 1 - Nasa e Telstar - AT&T
Mas os satélites artificiais também teriam outra utilidade. Em 1960, os EUA lançaram o Corona, um satélite espião que retornou com fotos do território soviético tiradas de 160 mil metros de altura. Na época, ele foi rebatizado com o nome de Discoverer 14 e foi divulgado que se tratava de um aparelho científico para tentar dissimular seus objetivos militares. As futuras gerações do Corona lançariam cápsulas com filmes no ar, temendo uma possível captura do equipamento pelos soviéticos. As cápsulas eram então recolhidas em pleno ar por aviões. O advento das imagens digitais permitiu o envio imediato das imagens à terra, tornando os Coronas obsoletos. Os satélites atuais utilizados na agricultura, meteorologia e em diversas outras áreas devem muito à Guerra Fria que, investindo na espionagem, foi a maior incentivadora das tecnologias de sensoriamento remoto.
O primeiro transístor, desenvolvido em 1948, que substituiu as válvulas utilizadas nos computadores. Fonte: PBS, cortesia Lucent.
Até mesmo na revolução eletrônica, que se daria na segunda metade século XX, houve o dedo da desavença entre capitalistas e comunistas. Já em 1948, as enormes válvulas utilizadas nos computadores foram substituídas pelos transístores. Só que, com o aumento da complexidade dos circuitos e com a miniaturização cada vez maior dos equipamentos, tornava-se cada vez mais difícil fazer a conexão entre os transístores. A solução veio graças a milhões de dólares injetados pelo Departamento de Defesa americano em empresas de eletrônica com o objetivo de aumentar a precisão e a confiabilidade dos sistemas que guiavam armas como mísseis e torpedos (veja site da CNN).
Com a "ajudinha" do governo, Jack Kilby, da Texas Instruments, patenteou em 1958 uma invenção revolucionária: o circuito integrado. Todos os transístores ficavam conectados em uma única lâmina, ou chip, em inglês, componente hoje presente em relógios digitais, walkmans e até em estações espaciais. Em 1962, o chip de silício recebeu incentivo financeiro da Força Aérea americana, interessada em aprimorar o sistema de direcionamento de seus mísseis balísticos. Por volta de 1970, a Força Aérea já contava com chips em seus mísseis e o mundo com a base tecnológica para o surgimento do microcomputador pessoal que conhecemos hoje.
Foi o medo do holocausto nuclear que fez o mesmo Departamento de Defesa e sua Agência de Projetos Avançados de Pesquisa (ARPA, em inglês) criar uma rede de comunicação capaz de proteger informações em casos de guerra, a ARPANET, diz o jornalista e escritor Bruce Sterling. Interligando quatro universidades norte-americanas, a ARPANET estreou em 1968 com um conceito inusitado: dividir as informações enviadas em vários pacotes e fazer cada pedaço seguir um curso diferente. Assim, ainda que algum terminal ou linha fossem destruídos, a informação seria preservada e encontraria caminhos alternativos para chegar ao destino. Legítima descendente da ARPANET, a Internet que conhecemos hoje é também subproduto da Guerra Fria.
Entre as décadas de 70 e 80, outra invenção militar cairia nas graças dos cidadãos civis. Originalmente criado para orientar mísseis e guiar tropas por lugares ermos, o Sistema de Posicionamento Global (GPS, em inglês) é o resultado do investimento de 10 bilhões de dólares em uma constelação de 24 satélites. Comparando dados enviados pelos satélites e por bases terrestres, o aparelho, que pode ser do tamanho de um microcomputador de mão, fornece a latitude, longitude e altitude do usuário. Armas de última geração, como o míssil Tomahawk, utilizam o sistema para atingir seu alvo. Hoje, o GPS ajuda exploradores em terrenos selvagens, equipa embarcações, aviões e até carros de luxo nos quais, associado a mapas de ruas, guia motoristas fornecendo trajetos instantaneamente.
Outras invenções, apesar de terem surgido em indústrias bélicas, não nasceram com propósitos militares. Foi o caso prosaico do forno de microondas. Em 1946, Percy Spencer, cientista da Raytheon, fabricante de radares, percebeu que a barra de chocolate em seu bolso havia derretido depois que ele se aproximou de um magnetron - emissor de ondas magnéticas e coração de um radar militar. Graças a Spencer, em poucos meses a própria Raytheon já contava com um forno de microondas em sua cozinha. Em 1947, iniciou-se a comercialização do forno que, com 340 quilos e 1,70 metro de altura, só era utilizado em restaurantes e trens. Somente em 1955 o forno teria dimensões compatíveis com uma cozinha doméstica.
São tantas as invenções vindas da Guerra Fria que seriam necessárias várias páginas só para falar dos produtos da corrida espacial. Só para citar alguns: os aparelhos automáticos para medir pressão arterial encontrados nas portas das farmácias são a evolução de equipamentos desenvolvidos para astronautas, que precisavam de sistemas práticos para avaliar a saúde no espaço. A válvula de um novo tipo de coração artificial foi inspirada em uma bomba de combustível de foguetes. Marcapassos são monitorados graças à mesma tecnologia utilizada em satélites. E até a Fórmula 1, famosa por ser uma grande fonte de tecnologia, copiou dos trajes espaciais os macacões anti-chamas de seus pilotos. Detectores de fumaça e de vazamento de gás, tão comuns em construções hoje em dia, vieram de pesquisas de similares que equipam veículos espaciais. Também é graças ao espaço que os ortodontistas contam hoje com o Nitinol, uma liga que, por ser maleável e resistente, é muito empregada na fabricação de satélites e que agora também compõem os "araminhos" de muitos aparelhos ortodônticos. E até a asa-delta, quem diria, não foi invenção de esportistas mas de Francis Rogallo, projetista da NASA, que desenvolveu o aparaA cultura e pensamento científico no século XIX
No século XIX houve um grande florescimento da ciência. Todas as áreas do conhecimento registraram avanços e a ciência passou para o domínio publico, tornou-se mais popular.
Em 1831,na Inglaterra, foi criada a Associação Britânica para o processo da Ciência, exemplo seguido pelos Estados Unidos em 1848. Nesses dois países e por toda a Europa, aumentou o consumo de jornais e revistas cientifica pelo grande publico. Em 1840, era registrada então a palavra cientista. Dezenove anos depois, em novembro de 1859, todos os exemplares da primeira edição do livro Origem das espécies (onde segundo Darwin, as espécie vivas não foram criadas,mas sim evoluídas com o passar das eras) do cientista evolucionista Charles Darwin, foram vendidos num só dia.
Descobertas científicas
Outro fator que impulsionou o avanço científico no século XIX foi a racionalização do trabalho de pesquisa. A Revolução Francesa deu uma forte ajuda para começar a haver mudanças na sociedade científica; foram criados, por exemplo, museus e escolas politécnicas, com o ensino regular de ciência.
Na física, os resultados mais significativos ocorreram no campo da óptica, da teoria do calor e da eletricidade. Com exemplo Fresnel demonstrou que a luz é uma vibração que se propaga por ondas; Carnot estabeleceu os princípios fundamentais da termodinâmica em 1824.
Em 1800, Volta inventou a pintura elétrica, geradora de corrente continua. Na década de 1820, o Francês Ampère formulou as leis do magnetismo, onde demonstrava a existência de certa identidade entre os fenômenos elétricos e os magnéticos, e construiu o eletroímã.
Em 1889, o Alemão Hertz mostrou que as oscilações elétricas propagavam-se no espaço por meio de ondas, tal como a luz. O francês Becquerel descobriu, em 1896, os fenômenos radiativos na França, isolaram o mais poderoso corpo radiativo: o radio.
Em 1833, o alemão Gauss inventou o telégrafo eletrônico; o americano Morse criou o aparelho transmissor em 1835. após isso, com os trabalhos de Daguerre, surgiu a fotografia.
Em Paris, o Museu de Historia Natural tornou-se centro de pesquisadores ilustres, como Cuvier, fundador da paleontologia, e Lamarck, estudioso da influencia do meio nas modificações dos seres vivos.
Claude Bernard afirmava que os fenômenos biológicos obedeciam as mesmas leis que regiam os corpos inanimados. Para demonstrar sua teoria, usou o método experimental, até ali exclusivo para fenômenos físicos. Nos anos 1860, Pasteur descobriu que a fermentação e as doenças infecciosas resultavam da ação de seres vivos, micróbios e bactérias. Isolou-se e cultivou-os artificialmente. Isso permitiu a fabricação de vacinas, importantes na prevenção de doenças contagiosas.
Em resumo foi um período onde muitos cientistas se destacaram e muitas descobertas que beneficiaram a sociedade até hoje, surgiram., para guiar espaçonaves depois da reentrada na atmosfera. O inventor não imaginava que sua obra iria fazer muito mais sucesso como esporte, modalidade inaugurada na década de 70.
Tampouco Churchill imaginava que a Cortina de Ferro, que assombrou o mundo e quase acabou com o planeta, seria a motivadora de grande parte do avanço científico e tecnológico do século XX. E que a mesma ciência que continuaria desenvolvendo armas terríveis, também beneficiaria a humanidade com muitos de seus subprodutos.
"Ranking dos avanços cientificos"
De acordo com um levantamento feito pelo MCT, que selecionou 28 países e os classificou de acordo com a porcentagem de PIB investido em P&D, o Brasil ocupa apenas a 17ª posição, com seus 0,97% de investimento, ficando atrás da China (1,34%) e da Rússia (1,07%), por exemplo. Se o País investisse hoje o 1,5% previsto para daqui a três anos, estaria na frente dessas duas potências, ocupando a 13ª posição. O ranking é liderado pela Suécia (3,89%) seguida por Finlândia (3,48%) e Japão (3,33%).